Archive for the ‘Mensagens’ Category

Um aluno chegou a seu professor com um problema:

- “Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais”?

O professor sem olhá-lo, disse:

- “Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois”. E fazendo uma pausa falou: “Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.”.

- “C. C. Claro, professor…”, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.
O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse:

- “Monte no cavalo e vá ate o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que  pagar uma dívida. É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível”.

O jovem pegou o anel e partiu.

Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores.

Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.
Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e mais uma de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse:

- “Professor, sinto muito, mas é impossível de conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.”

- “Importante o que me disse meu jovem”, contestou sorridente. “Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.”

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

- “Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel”.

- “58 MOEDAS DE OURO!”, exclamou o jovem.

- “Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente…”.

O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que correu.

- “Senta”, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

- “Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?”

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

“Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem”.

Repense o seu valor!

Aprenda a valorizar cada dia mais suas pedras preciosas.


Seja a simples mudança de cargo, de casa, de escola, de bairro…
Toda mudança requer uma nova disposição, um novo pensamento, e quase sempre a mudança nos pega de surpresa.
Imagine as mudanças pessoais…
Mudança repentina de relacionamento, um casamento de anos que termina, um namoro que tinha tudo para dar certo, um emprego que você jurava que era para sempre….

Para sempre, engraçado como nós temos esse conceito de “eternidade” dentro de nós…tudo parece que é para sempre, pelo menos, é o que desejamos, não é mesmo?
Mas, não é bem assim.
Se observarmos a nossa volta, tudo está mudando, e se olharmos bem no espelho, nós mesmos já mudamos tanto…e quase sempre continuamos nos vendo como naquela velha foto que mantemos no Orkut, na nossa página pessoal…
É assim que nos vemos, estacionados no tempo.

Pensar na morte então, nem pensar!
No nosso conceito, vamos virar sementes e os que amamos então, vão virar anjos (na Terra)…
Tudo de ruim que assistimos na televisão ou lemos nos jornais é sempre com os outros, na casa dos outros, no país dos outros…na nossa vida imaginamos sempre flores.

Mas, as mudanças chegam, por vezes de maneira tão forte,     tão repentina que quando percebemos, já mudamos e olha que nem foi tão difícil…
Porém, há mudanças que acontecem só do lado de fora, que não refletem no nosso interior, nós não aceitamos o que já mudou e continuamos “nos enganando”, vivendo uma fantasia, para não aceitar o que já está feito, pronto e acabado. Isso é viver pela metade, é uma doença quase que sem cura, daquelas que só a dor ou um choque maior poderão resolver um dia…

Enquanto isso, a vida segue…as pessoas seguem seus caminhos e você precisa seguir o seu.

Vamos, o sol já apareceu, já choveu, já é quase noite e você não pode ficar aí, com os olhos embaçados, perdidos no tempo que não volta, é hora de reagir e ir, porque a vida na verdade, é uma grande experiência, uma aula cujos mestres amorosos aplicam lições práticas, tudo com a intenção de melhorar este ser apaixonante que é você.


O grande carro de luxo parou diante do pequeno escritório à entrada do cemitério e o chofer, uniformizado, dirigiu-se ao vigia.

- Você pode acompanhar-me, por favor? É que minha patroa está doente e não pode andar, explicou. Quer ter a bondade de vir falar com ela?

Uma senhora de idade, cujos olhos fundos não podiam ocultar o profundo sofrimento, esperava no carro.

- Sou a Sra. Adams, disse-lhe. – nestes últimos dois anos mandei-lhe cinco dólares por semana…

- Para as flores, lembrou o vigia.

- Justamente. Para que fossem colocadas na sepultura de meu filho.

- Vim aqui hoje, disse um tanto consternada, porque os médicos me avisaram que tenho pouco tempo de vida. Então quis vir até aqui  para uma última visita e para lhe agradecer.

O funcionário teve um momento de hesitação, mas depois falou com delicadeza:

- Sabe, minha senhora, eu sempre lamentei que continuasse mandando o dinheiro para as flores…

- Como assim? Perguntou a dama.

- É que… a senhora sabe… as flores duram tão pouco tempo! E afinal, aqui, ninguém vê…

- O senhor sabe o que está dizendo? Retrucou a senhora Adams.

- Sei, sim senhora. Pertenço a uma associação de serviço social, cujos membros visitam os hospitais e os asilos. Lá, sim, é que as flores fazem muita falta.Os internados podem vê-las e apreciar seu perfume.

A senhora deixou-se ficar em silêncio por alguns segundos. Depois, sem dizer uma palavra, fez um sinal ao chofer para que  partissem.

Meses depois, o vigia foi surpreendido por outra visita. Duplamente surpreendido porque, desta vez, era a própria senhora que vinha guiando o carro.

- Agora eu mesma levo as flores aos doentes, explicou-lhe, com um sorriso amável. O senhor tinha razão. Os enfermos ficam radiantes e fazem com que eu me sinta feliz. Os médicos não sabem a razão da minha cura, mas eu sei.É que reencontrei motivos para viver. Não esqueci meu filho, pelo contrário, dou as flores em seu nome e isso me dá forças.

A Sra. Adams descobrira o que quase todos não ignoramos mas muitas vezes esquecemos. Auxiliando os outros, conseguira auxiliar-se  a si própria.

Você sabia que não é necessário visitar o túmulo dos entes queridos que partiram para levar o nosso carinho?

É que eles, definitivamente, não estão ali, onde foi enterrado o corpo físico, mas são como pássaros que deixaram a gaiola e voam  livres.

Para que demonstremos o nosso afeto, basta que lhes enviemos as flores da nossa gratidão através do pensamento impulsionado pelos sentimentos de afeto que sempre nos nutriu e eles receberão, onde quer que estejam.

Assim, a nossa visita ao cemitério será apenas para conservação e limpeza do lugar que serviu de aduana para a libertação do ser a quem tanto amamos e que continua vivendo.


O vaga-lume, de vago lume esverdeado, fazia voltas e voltas em torno de si mesmo, no encanto indisfarçável de seu próprio brilho. E, enquanto revoava pela escuridão da mata, de galho em galho dos arbustos, pensava com seus botões (luminosos):
– Sou todo uma esmeralda só, brilhante e viva. Deus, Todo-Poderoso, ao me fazer um inseto noturno e me dar essa luz, evidentemente quis que eu fosse superior a todos os outros insetos, guia e Orientador da mata.

E voava e voava e brilhava e brilhava e pensava e pensava:

– Haverá, em toda a mata, outro como eu? Pois dentro do verde que pisco ainda há outro mistério: ninguém sabe se apago-e-acendo ou se acendo-e-apago.

Voava mais e, descrevendo parábolas de luz por entre as flores, mais se envaidecia na comparação com os outros habitantes da floresta:

– Pobres irmãos inferiores, eu vim para protegê-los das trevas. Vocês, grilos de asas cinzentas e sem brilho, formigas que trabalham e suam sem um instante de luz e fulgor, mariposas que por serem opacas, qualquer luz liquido, míseras lagartas imitadores de acordeões sem som. Aranhas destinadas a serem feias tecelãs de sedas que jamais verão prontas,cupins que perdem as asas e ficam tontos até morrer, oh! Para vocês todos, aqui está minha luz verde. Imitem-me os que puderem, sigam meu brilho maravilhoso os que estiverem perdidos nos caminhos.

E voou mais alto e se comparou às estrelas:

– Sou uma de vocês, irmãs! Pisco no céu, como vocês! Sou a Vésper, a estrela da noite, sou Alba, a estrela da manhã. Faço parte da constelação da selva, vivo, vivo!

Foi descendo de novo quando, súbito sentiu uma lufada de ar que o envolvia, algo pegajoso que o segurava e logo estava fechado numa atmosfera nojenta e escorregadia. Sua luz iluminou um pouco a escuridão intensa e ele viu, em volta, centenas de insetos, apertados uns contra os outros, num cubículo úmido e sujo.

Uma lesma sonolenta, levantou a cabeça e gritou com voz rouca e irritada:

– Idiota, idiota, se não fosse você, com essa mania de iluminação noturna, o sapo-boi jamais teria nos engolido no escuro. Vamos, idiota, apaga essa luz que eu quero dormir!


No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer muito açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir

Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras

Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cawboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pegava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez…


Que jogue a primeira pedra quem nunca se sentiu uma pessoa horrível um dia desses!

Não importa o quanto sejamos bons, conscientes ou sábios, é inevitável reconhecer que todos temos, dentro de nós, uma fera indomada, má e sangrenta que de vez em quando sai de sua caverna, cheirando a enxofre, e ameaça destruir nossa vida pacata e cheirosa.
Estou falando de nosso ‘eu inferior’ . “Rex”, para os íntimos!

Queira ou não, existe dentro de você (E DE TODOS NÓS!) uma parte feita dos piores sentimentos humanos: ciúme, inveja, raiva, ódio, medo, tristeza, e por aí vai.

Quer ver?
É o Rex que faz com que você pense coisas horríveis de vez em quando, que instiga você a dizer ou fazer coisas medonhas, que torna você duro e inflexível. É o Rex que embala seu coração em papel alumínio, e faz isso tão bem que você seria capaz de jurar que não existe nada batendo dentro do seu peito.
Assustador, eu sei.
Para que a leitura fique mais rica, tente lembrar agora de uma situação em que você esteve bem perto desse monstro que mora dentro de você. Pode ser um dia em que você tenha de fato se descontrolado e brigado com alguém, por exemplo. Lembrou? Agora tente perceber como você se “sentiu” naquele dia!
Sentimos prazer em ser ‘maus’?
Ao fazer esse simples exercício, você pode aprender muito sobre o ‘eu inferior’. A primeira coisa que poderá perceber é que o Rex é um “Eu” muito poderoso. Ele nos traz grandes emoções, nos deixa cheios de vida. Sim, é verdade! Pense nas vezes em que você entrou em uma discussão, ou ficou pensando em brigar com uma pessoa e dizer coisas horríveis a ela. Perceba como isso lhe trouxe um certo prazer.

Sim, sentimos certo prazer em sermos “maus”, tanto que é muito difícil fazer alguém parar de brigar. A pessoa não quer parar porque está sentindo um prazer, que podemos chamar de “Prazer Negativo”. O prazer negativo é um prazer momentâneo, que por algum tempo nos alimenta, MAS NÃO É UM PRAZER REAL. O prazer negativo, como o prazer que se pode obter pelo uso de algum tipo de droga, simplesmente não dura. Depois que passa a briga, acabamos por nos sentir mal, por nos dar conta do quanto de destruição causamos aos outros e a nós mesmos. A pergunta transformadora é:
- Será que valeu a pena?

Acho que você já percebeu que quando deixa livre o seu ‘eu inferior’, quando permite que o Rex saia por aí atacando as pessoas, atrai uma grande quantidade de caos e destruição na sua direção.
Podemos trancar o monstro?
Algumas pessoas tem tanto medo do que esse monstro possa causar que decidem trancá-lo em uma caverna escura e fingir que ele não existe. São aquelas pessoas que dizem NUNCA sentir raiva, ciúme, ódio, inveja e nenhum desses sentimentos. São pessoas que querem, a todo custo, ser boas e amorosas. Quando as pessoas agem assim, duas coisas acontecem. Para explicar a primeira delas, preciso dizer que nos seres humanos os sentimentos estão inevitavelmente ligados uns aos outros.

Logo, se eu não quiser entrar em contato com a minha raiva, ou tristeza e as trancar em um quarto escuro no meu inconsciente, isso significa que eu aprisionarei com elas a minha alegria, o amor e os mais belos sentimentos. Talvez eu não sinta raiva, mas também não serei capaz de sorrir, de acreditar na vida ou de amar. Vou virar um tipo de zumbi sem sentimentos. Inofensivo, talvez, como aqueles zumbis dos filmes, que mal se agüentam em pé! Mas sem vida… (Triste não é?)

Outra coisa que acontece é que ao fazer isso eu me desconecto do meu poder. Sim, porque o ‘eu inferior’ está diretamente ligado a uma preciosa fonte de energia de vida, chamada poder. O ‘eu inferior’, com suas distorções, acaba usando esse poder de forma também distorcida, exercendo-o sobre os outros e causando uma série de males. Mas quando aceitamos e curamos o ‘eu inferior’, temos acesso a um poder livre de distorções, o poder de sermos quem somos, de nos sentirmos vivos, vibrantes, cheios de energia. Nós precisamos desse poder positivo para criar a nossa vida, para alcançar nossos sonhos, para viver intensamente, apaixonadamente. (Com paixão = compaixão).
Bem, voltamos ao nosso dilema. O que fazer com o Rex ???
Se não podemos soltá-lo (uma vez que ele destruirá o que mais amamos) nem prendê-lo (com o risco de virarmos zumbis sem poder) o que fazer?
Ouça, não há nada de errado com o nosso desejo de sermos pessoas melhores, mas para isso precisamos ACEITAR O PONTO ONDE ESTAMOS, aceitar todos esses sentimentos sombrios que se movem furtivamente nas cavernas de nosso inconsciente. Precisamos aceitar e nos responsabilizar pelo Rex e por sua cura.
Somos domadores de monstros!
Logo, na próxima vez em que sentir um cheiro de enxofre vindo de dentro de você, e perceber seu ‘eu inferior’. Na próxima vez que senti-lo presente, saiba que essa será a sua chance de exercitar suas habilidades, de domar seu monstro. Seja carinhoso com você mesmo, não se julgue por estar sentindo algo tão horrível assim. Respire fundo e aceite o sentimento, porque é ISSO É APENAS UM SENTIMENTO QUE VAI PASSAR.

Repito, não importa a intensidade da raiva, da inveja, do medo ou do ciúme, é “apenas” um sentimento. Respire fundo e repita mentalmente:
- Ok, estou agora sentindo muito………………..! (complete com o seu sentimento).

Fique com isso. Não despeje seu lixo sobre ninguém. Afaste-se se for necessário e imagine que a sua respiração seja um tipo de bálsamo curador para esse sentimento. Continue respirando e imagine o ar levando aceitação e cura na direção do monstro. Assuma a responsabilidade de transformar esse sentimento, porque NÃO IMPORTA O QUE OS OUTROS TENHAM FEITO A VOCÊ, CURAR ESSE SENTIMENTO É TAREFA SUA.
Na medida em que você for fazendo isso, aos poucos, o monstro irá se acalmar, acredite.

Talvez você não consiga logo na primeira vez, afinal não está acostumado a fazer isso, mas não desista. Curar o mal que existe dentro de nós é a tarefa mais amorosa que podemos realizar, é a maior contribuição que podemos oferecer a nós mesmos, àqueles que amamos e ao planeta de uma forma geral.

É claro que, se você estiver em contato com a sua luz, o seu ‘eu superior’, tudo isso vai ficar muito mais fácil. Mas falaremos sobre isso mais para frente. Por hora desejo a você sucesso para a próxima vez em que der de cara com o Rex!


Ser professor é socializar o saber, é construir, juntamente com o discente, um conhecimento que valorize o meio em que atua. Por isso, destacar-se-ão  sete motivos para incentivar, você leitor, a ingressar nessa brilhante carreira. Leia-os com atenção e anote todos os detalhes.

1. Estude muito e leia bastante, principalmente a vida de São Francisco de Assis. Lembre-se de que você também terá que fazer um voto eterno de pobreza;

2. Prepare-se para manejar certos instrumentos, como giz e o apagador. Para tal, orientamos o personal stylest de Michael Jackson: você precisará de luvas e máscara durante as aulas;

3. Manter-se em forma não será problema para você; com o corre-corre de uma escola para outra, você estará evitando o sedentarismo; com o salário que receberá, não precisará fazer regime; e caso precise complementar a cesta básica do mês, você ainda pode ter o privilégio de usar o TÍCKET DE 4 REAIS (VALE COXINHA);

4. O educador é o único que pode acumular cargos: além de ministrar aulas em 3 ou 4 colégios/faculdades/universidades diferentes, ainda sobra tempo para ser sacoleiro, levando para as escolas os últimos lançamentos do Paraguai ou sendo importante representante de empresas como a AVON, NATURA, a HERMES e a SHOPPING MAIS;

5. A formação continuada do professor é algo bastante importante e valorizada pelo governo. Com sorte, você será selecionado para ficar em um grande e luxuoso hotel como o IAT, desfrutar de ótimas instalações e saborear um cardápio variado; tudo isso com uma localização privilegiada e com vista para o ma…TO;

6. O local de trabalho dever ser evidenciado: o educador, quase sempre trabalha em escolas-modelo, cujo slogan é a FARTURA: ‘farta’ limpeza, ‘farta’ funcionário, ‘farta’ material didático, enfim, ‘farta’ tudo; e por incrível que pareça ‘farta’ educação.

7. Por fim, você desfrutará de um plano de saúde de ótima qualidade, cuja eficiência é demonstrada nos consultórios psiquiátricos repletos de professores que, ao completarem a idade e o tempo de serviço, já se encontram fatigados pelo trabalho, sugados pelo sistema e em pleno desmoronamento físico além do mental.

Assim, depois de ler essas sete dicas, não perca a oportunidade e não desista: O nosso lema é: “PAGUE PARA ENTRAR, REZE PARA SAIR.”
Aos que já se encontram desfrutando desse ‘néctar’ que é ser professor, nossos parabéns, você é persistente e capaz. Possivelmente, não terá recompensa aqui na Terra, mas é certo que já tenha adquirido lugar privilegiado no céu.


Lágrimas são emoções materializadas que romperam as barreiras do corpo físico. Em realidade, representam os excessos de energia que necessitamos extravasar.
Nem sempre são as mesmas fontes que determinam as lágrimas, pois variadas são as nascentes geradoras que as expelem através dos olhos.
Lágrimas nascidas do amor materno são vistas quase que corriqueiramente nos olhos das mães apaixonadas pelos filhos.
Lágrimas de alegria marejam nos olhos dos enamorados, pelas emoções com que traçam planos de felicidade no amor.
Lágrimas geradas pela dor de quem vê o ente querido partir nos braços da morte física, entre as esperanças de reencontrá-lo logo mais, na vida eterna.
Lágrimas de amigos que apertam mãos nas realizações e uniões prósperas são sempre nascentes puras de emotividade sadia oriundas do coração.
Há, porém, lágrimas criadas pelos centros de desequilíbrio, que mais se assemelham a gotas de fel, pois, quando jorram, con­gestionam os olhos, tornando-os de aspecto agressivo, de cor carmim, entre energias danosas que embrutecem a vida.
Lágrimas de inveja e revolta que brotam nos olhares dos orgulhosos e despeitados, quando identificam criaturas que ven­cem obstáculos, alcançando metas e exaltando as realizações dito­sas que se propuseram edificar.
Lágrimas de angústia e desconforto que umedecem as pálpebras dos inconformados e rebeldes, os quais, por não res­peitarem a si mesmos e aos outros, sofrem como conseqüência todos os tipos de desencontros nos caminhos onde transitam desesperados.
Lágrimas de pavor e devassidão, em uma análise mais profunda, são tóxicos destilados pela fisionomia dos corruptos, que lesam velhos, crianças e famílias inteiras na busca desenfrea­da de ouro e poder.
Lágrimas dissimuladas que gotejam da face dos hipócritas e sedutores, os quais, por fraudarem emoções, acreditam sair ile­sos perante as leis naturais da vida.
Conta-se que lágrimas espessas rolaram dos olhos dos ladrões crucificados entre o Senhor Jesus, no Gólgota.
As gotas de lágrima do mau ladrão fecundaram, no ter­reno dos sentimentos, as raízes da reflexão e do discernimento, que permitiram entender o porque dos corações rígidos e inflexí­veis. A humanidade aprendeu que há hora de plantar e tempo de ceifar e que nem todos estão ainda aptos a compreender a essên­cia espiritual, nascendo, portanto, dessa percepção o “perdão incondicional”.
Mas dos olhos do bom ladrão deslizaram as lágrimas dos que já admitiram seus próprios erros, vitalizando o solo abundantemente e fazendo germinar as sementes poderosas que permitem às consciências em culpa usar sempre “amor incon­dicional” para si mesmas e para os outros, como forma de restaurar sua vida para melhor.
Isso fez com que os seres humanos se aproximassem cada vez mais do patamar da reparação e do enorme poder de transfor­mação que existem neles mesmos, reformulando e reorganizando gradativamente suas vidas. Estabeleceu-se assim, na Terra, o “arrependimento” – sentimento verdadeiro de remorso pelas faltas cometidas e que serve para renovação de conceitos e atitudes.
No teu mergulho interior, pondera tuas lágrimas, analisa-as e certifica-te dos sentimentos que lhes deram origem.
Que sejam sadias tuas fontes geradoras de emoções e que esse líquido cristalino que escorre sobre tuas faces te levem ao encontro da paz interior, entre alicerces de uma vida plena.

Do livro RENOVANDO ATITUDES


São pequenas as coisas com que aprendemos muito.

Em um dia de verão, eu estava na praia, espiando duas crianças na areia. Trabalhavam muito, construindo um castelo de areia molhada com torres, passarelas e passagens internas. Quando estavam perto do final do projeto, veio uma onda e destruiu tudo, reduzindo o castelo a um monte de areia e espuma.

Achei que as crianças iriam cair no choro, depois de tanto esforço e cuidado. Mas tive uma surpresa: em vez de chorar, elas correram para a praia, fugindo da água, rindo, de mãos dadas e começaram a construir outro castelo.

Compreendi que havia recebido ali uma importante lição: tudo em nossas vidas, todas as coisas que gastam tanto de nosso tempo e de nossa energia para construir, tudo é passageiro, tudo é feito de areia; o que permanece é só o relacionamento que temos com as outras pessoas.

Mais cedo ou mais tarde, uma onda virá e destruirá ou apagará o que levamos tanto tempo para construir. E quando isso acontecer, somente aquele que tiver as mãos de outro alguém para segurar será capaz de rir e recomeçar.


Um dia eu pude perceber que existe

uma enorme diferença entre ver e enxergar,

ter e ser, ouvir e escutar,  andar e caminhar,

desejar e querer.

Descobri também que viver e existir

são coisas inteiramente distintas.

Algumas palavras podem ter o mesmo sentido

ou finalidade quando incluídas

em uma oração qualquer,

parecendo a muitos uma questão de semântica

ou de palavras afins.

Mas de fato há uma sutil distância entre entender

e captar a essência daquilo que nos foi mostrado.

Os fatores subjetivos, aquilo que está

subliminarmente compreendido, precisam

ser melhor interpretados  por quem não consegue enxergar o âmago do que foi exposto.

Ninguém menospreze a força do “oculto”

que reside nas “entrelinhas”, por exemplo.

Portanto, quando alguém fala que viu

não significa dizer que enxergou o que deveria.

Há distâncias infindas aí.

Quando andamos não quer dizer, necessariamente,

que caminhamos.

Andamos às vezes sem ter o menor objetivo traçado,

sem nenhuma meta a ser atingida.

E ao ouvirmos um som qualquer não implica jamais

em afirmarmos que escutamos.

Escuta aquele que sente, aquele que busca

ouvir o que não foi dito; o que ficou implícito.

Há muita gente ouvindo por aí

sem escutar absolutamente nada.

Esses pequenos exemplos

nos remetem à seguinte reflexão:

Viver e Existir são fatores completamente opostos.

Existir é o mesmo que passar pela vida

sem tê-la vivido de forma correta e intensa.

Aquele que apenas existiu

esqueceu de se fazer presente

no livro da história, digna e plenamente.

Simplesmente passou despercebido.

É lamentável vir ao mundo e ter perdido a chance

de ter vivido satisfatoriamente.

Viver é realizar-se plenamente, sempre voltado

às ações que engrandeçam o ser humano.

Vive aquele que se sente parte integrante do Universo.

Vive quem faz de tudo para ver

a alegria estampada na face do outro.

Viver é sentir prazer em amar a Deus

acima de todas as coisas.

Vive quem ama e respeita a natureza

e todas as formas de vida.

Vive quem pratica só o bem.

Viver é amar sempre, sempre!

Vive aquele que estende a mão ao amigo que necessita.

E é certo que quando estendemos a mão

ao nosso irmão,

Deus nos estende a d’Ele de imediato.

Viver e Existir são diferentes em essência.

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