Lição de Vida

Posted by Helena Monteiro on jul 10th, 2010
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jul 10

Conta-se que um príncipe chinês se orgulhava de sua coleção de porcelana. Era muito rara e de procedência muito antiga. Tratava-se de doze pratos, de grande beleza artística e decorativa.

Certo dia, o empregado que realizava a limpeza teve um momento de descuido e deixou cair um dos pratos, que se espatifou ao chão.

O príncipe, ao saber do sucedido, ficou enfurecido. Gritou, esbravejou e sem piedade, condenou o serviçal à morte.

A notícia se espalhou por todo o império, qual um rastilho de pólvora. Os mais variados comentários se faziam ouvir e, naturalmente, a tônica geral era a impiedade do governante.

Afinal, por mais preciosa que fosse a peça, não passava de um prato.

E o serviçal era um ser humano, servidor leal de muitos anos. Como comparar-se uma e outro?

Às vésperas da execução do condenado, no entanto, apresentou-se um sábio no palácio. Já bastante idoso, afirmou ao príncipe que devolveria a ordem à coleção.

Sensibilizado, o governante mandou reunir toda a corte e, ansioso, ficou à espera do cumprimento da promessa pelo ancião.

O sábio compareceu, simples, frente à corte. Pediu que lhe trouxessem a coleção, inclusive os pedaços do prato quebrado.

Sobre uma mesa, estendeu uma toalha de linho muito branco e em cima dela dispôs os onze pratos.

Tomou dos pedaços da porcelana e também os estendeu sobre o linho.

Depois acercou-se da mesa e ante o assombro geral, em um gesto repentino, puxou a toalha com as porcelanas preciosas, jogando-as sobre o piso de mármore. Todas se arrebentaram.

Ante o pavor dos membros da corte e a ira do príncipe quase a explodir, o ancião falou sereno: “Conforme prometi, aí estão. Todos iguais. Agora, se desejais, podeis mandar matar-me.

Como estas porcelanas lhe são mais valiosas do que as vidas dos seus súditos, resolvi sacrificar minha vida a benefício daquelas.

Afinal, já vivi bastante. Sou muito idoso. Sacrifico-me em benefício dos que iriam morrer no futuro, cada vez que uma das peças fosse quebrada.

O que desejo é com minha vida salvar doze vidas, já que elas, no seu conceito, valem menos do que os pratos de porcelana.”

O príncipe, passado o choque, entendeu a mensagem. Mandou libertar o serviçal condenado e também deixou ir livre o ancião, a ambos perdoando.

Nada há mais precioso do que a vida, particularmente a vida humana.

Quando a criatura amadurece, passa a compreender que embora os bens materiais devam ser preservados para a devida utilização, deve se valorizar muito mais os bens do Espírito.

E, entre esses, a oportunidade da existência na carne é dos mais preciosos, desde que através dela, o Espírito progride, experimentando reveses, provas, ocorrências diversas e conquistas.

* * *

O Espírito nasceu para o triunfo. As dificuldades que defronta, quando encarnado, fazem parte do seu aprendizado para alcançar a meta para a qual ruma, de forma inevitável: a perfeição.

É por isso mesmo que cada etapa vencida se constitui em patrimônio que enriquece o Espírito.

Cada dia, no corpo, é uma lição de vida que nos cabe aproveitar em totalidade.

Redação do Momento Espírita com base no cap. Lições de vida, do livro Vida: desafios e soluções, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


A cor do mundo

Posted by Helena Monteiro on out 14th, 2009
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out 14

O ancião descansava sentado em velho banco à sombra de uma árvore, quando foi abordado pelo motorista de um automóvel que estacionou a seu lado:

- Bom dia!

- Bom dia! Respondeu o ancião.

- O senhor mora aqui?

- Sim, há muitos anos…

- Venho de mudança e gostaria de saber como é o povo daqui. Como o senhor vive aqui há tanto tempo deve conhecê-lo muito bem.

- É verdade, falou o ancião. Mas por favor me fale antes da cidade de onde vem.

- Ah!

É ótima. Maravilhosa! Gente boa, fraterna…

Fiz lá muitos amigos. Só a deixei por imperativos da profissão.

- Pois bem, meu filho. Esta cidade é exatamente igual. Vai gostar daqui.

O forasteiro agradeceu e partiu.

Minutos depois apareceu outro motorista e também se dirigiu ao ancião:

- Estou chegando para morar aqui. O que me diz do lugar?

O ancião, lançou-lhe a mesma pergunta:

- Como é a cidade de onde vem?

- Horrível! Povo orgulhoso, cheio de preconceitos, arrogante! Não fiz um único amigo naquele lugar horroroso!

- Sinto muito, meu filho, pois aqui você encontrará o mesmo ambiente…

***

Todos vemos no mundo e nas pessoas algo do que somos, do que pensamos, de nossa maneira de ser.

Se somos nervosos, agressivos ou pessimistas, veremos tudo pela ótica de nossas tendências, imaginando conviver com gente assim.

Em outras palavras, o mundo tem a cor que lhe damos através das nossas lentes.

Se nossas lentes estão escurecidas pelo pessimismo, tudo à nossa volta nos parecerá escuro. Tudo, para nós, parecerá constantemente envolto em trevas.

Se nossas lentes estão turvadas pelo desânimo, o universo que nos rodeia se apresenta desesperador. Mas, se ao contrário, nossas lentes estão clarificadas pelo otimismo, sentiremos que em todas as situações há aspectos positivos.

Se o entusiasmo é o detergente das nossas lentes, perceberemos a vida em variados matizes de luzes e cores.

A cor do mundo, portanto, depende da nossa ótica. O exterior estará sempre refletindo o que levamos no interior.

***

O otimismo é gerador de adrenalina emocional, que estimula o sangue, impulsionando ao avanço, à alegria. Cultivando-o nos sentimentos adquirimos visão para perceber o lado bom da vida que nos rodeia.

Nos céus dos que vivem com otimismo e confiança em Deus, sempre haverá andorinhas bailando no ar prenunciando gloriosas primaveras.


CAMINHOS DO CORAÇÃO

Posted by Helena Monteiro on ago 9th, 2009
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ago 9

Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.

Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do sentimento.

Apresentam-se caminhos ásperos, coalhados de pedrouços que ferem, na forma de vícios e derrocadas morais escravizadoras.

Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil.

Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável.

Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba, exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias.

Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo.

Caminhos e caminhantes!

Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.

Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida, estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.

Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma… São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos…

Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.

Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues, os recursos que se encontram à tua disposição íntima assinalando o estado evolutivo, a fim de teres condição de seguir.

Se possível, opta pelos caminhos do coração.

Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente esperando por ti.

O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção.

O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança.

A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância.

A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega.

A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida; destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na veste física.

Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade, e satisfaz-se com os dons do espírito – ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundária importância – os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar.

Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.

Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao reino dos Céus.

Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade.

Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade.

Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não-violência.

Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da humanidade e mesmo hoje, identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual.

Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.




Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.


Oportunidades

Posted by Helena Monteiro on mai 20th, 2009
2009
mai 20

Aproveita cada oportunidade para agir de forma elevada.

Há quem espere extraordinários momentos e ocasiões especiais, que possivelmente não chegarão.

Não será o que faças, que te tornará grande e importante, porém como faças cada coisa que te transformará em valioso.

A árvore gigante se origina em pequenina semente.

O Cosmo é o resultado de partículas e moléculas invisíveis.

Torna-te grande nas pequeninas coisas a fim de que não te apequenes nas grandiosas.

Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco



Companheiros e Caminhos

Posted by Helena Monteiro on mai 2nd, 2009
2009
mai 2

Quando te dispuseres a reclamar contra certos traços psicológicos daqueles que o Senhor te confiou ao ministério familiar, medita nas diversidade das criações que compõem a Natureza.

Cada estrela se destaca por determinada expressão.

Cada planta mostra finalidade particular.

A rosa e a violeta são diferentes, conquanto ambas sejam flores.

Os caminhos do mundo guardam linhas diversas entre si.

Também nós, as criaturas de Deus somos seres que se identificam pela semelhança, mas não somos rigorosamente iguais.

Conforme os princípios de causa e efeito, que nos traçam a lei da reencarnação, cada qual de nós traz consigo a soma de tudo o que já fez de si, com a obrigação de subtrair os males que tenhamos colecionado até a completa extinção, multiplicando os bens que já possuamos, para dividi-los com os outros, na construção da felicidade geral.

Não queira transformar os entes queridos sob o martelo da força.

Ninguém precisa apagar a luz do vizinho, para iluminar a própria casa.

Livro: Companheiro

Emmanuel / Francisco Candido Xavier


HERANÇA DE SI PARA SI

Posted by Helena Monteiro on Nov 22nd, 2008
2008
Nov 22

A herança legítima se faz de si para si. Na evolução espiritual, antes de tudo, somos  descendentes de nós, antepassados de nossa alma, herdeiros diretos do que fomos.

Vivemos na matéria densa para alcançar o auto-aperfeiçoamento. No conhecimento de nós próprios todos somos alunos.

Na Terra, ninguém ainda se diplomou na ciência de entender a si. Quando isso acontecer, o espírito não mais reencarnará neste Globo. Mudará de escola, transferir-se-á de residência, viverá em outro.

Aqui temos o nosso curso de aulas onipresentes e estágios incessantes, com tomadas de lição a cada hora.

Há existências de total servidão espiritual. Na base dos fatos, cada qual de nós se constitui senhor e escravo, amigo ou adversário, vítima ou verdugo de si mesmo, exclusivamente.

Na grande maioria de todos, por muitas encarnações, cada um paradoxalmente só tem escrito na vida diuturna, o próprio diário abordando atos alheios, esquecido de si, quase sempre.

Reconhecimento e autocrítica são dons nascidos da racionalidade. Se raciocinamos é, em primeiro lugar, para distinguir a nossa realidade.

Quando na condição humana, não podemos existir como o buldogue que não se examina e nem se importa com a ausência de simpatia.

Não podemos menosprezar a higiene como o gambá que não sente o próprio odor.

Não podemos alimentar como o abutre que não identifica a extravagância de seus apetites.

Não podemos encolerizar-nos como o tigre que nem desconfia de sua ferocidade.

Vacilação e desapontamento formam entre os fatores que nos revelam a auto-ignorância. Quem se conhece sabe o que quer, não hesita e nem tampouco se decepciona, pois age a par das possibilidades pessoais.

Não nos fantasiemos. Registremos as nossas características bifaces entre animalidade e angelitude.

Nos pensamentos, nem sempre os nossos anseios exprimem limpidez.

Nas atitudes, nem sempre os nossos gestos expressam elevação.

Nas palavras, nem sempre a inflexão de nossa voz reflete entendimento.

Nas análises, nem sempre as nossas conclusões fundamentam-se na justiça.

Lembre-se de que a verdadeira experiência cresce com quem busca se conhecer. Se desencarnados estamos a caminho do renascimento, agora ou depois, você encarnado, avança para a desencarnação. E nascer e morrer na carne são fases impostas para o auto-exame inevitável.

(De: “Técnica de Viver”, de Waldo Vieira, pelo Espírito de Kelvin Van Dine)


NAS HORAS MAIS DIFÍCEIS

Posted by Helena Monteiro on Nov 7th, 2008
2008
Nov 7

Ainda quando te encontres caído sob o peso de grandes provações, levanta-te e caminha para a frente, cumprindo os teus deveres com fidelidade.

Ainda mesmo te sintas sozinho nas lutas de cada dia, não desertes do campo de batalha em que a vida te situa, atendendo às tuas necessidades evolutivas.

Ainda quando te percebas à beira do fracasso, semelhante a abismo que se escancare aos teus pés, não te creias sem forças para continuar, porquanto a Misericórdia Divina a ninguém desampara.

Ainda mesmo te vejas mergulhado em tristeza, qual se a própria existência carecesse de sentido aos teus olhos, deixa que a esperança prossiga te embalando os sonhos de felicidade.

Ainda quando te observes incompreendido pelos afetos mais queridos da alma, silencia e espera, aprendendo a renunciar agora para conquistar depois.

Ainda mesmo te consideres perdido no estranho labirinto dos problemas engendrados pela tua invigilância, não te entregues ao desespero, pedindo aos Céus que te auxiliem a solucioná-los com dignidade.

Haja o que houver e estejas como estiveres, não te precipites em tuas decisões, de vez que é nas horas mais difíceis que tens oportunidade de provar a ti mesmo o valor da própria fé.


CONFIA E SERVE – Francisco Cândido Xavier – Carlos A. Baccelli – Irmão José


VIVER EM PAZ

Posted by Helena Monteiro on set 17th, 2008
2008
set 17

 
“… Vivei em paz…”. – Paulo (II Coríntios, 13:11).

Mantém-te em paz.
É provável que os outros te guerreiem, gratuitamente, hostilizando-te a
maneira de viver, entretanto podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a
ninguém.
Para isso, contudo – para que a tranqüilidade te banhe o pensamento –, é
necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
Junto da serenidade poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no
lugar e na posição que lhes digam respeito.
Repara, carinhosamente, os que te procuram o caminho…
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos,
trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não
souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços… Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser e identificarás, em todos eles, crianças espirituais, que se sentem ultrajadas ou contundidas.
Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais a própria vida.
Aprendemos a compreender cada mente em seu problema.
Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.
Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo próprio é
serviço de poucos.

 

(De “Segue-me!…”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)